O deputado estadual e líder na bancada do PTD Rogério Nogueira esteve, no último dia 02, quinta-feira, em Indaiatuba para desativar oficialmente a cadeia da cidade.
Para garantir que ninguém mais seja preso no lugar, todas as grades foram retiradas com um maçarico. O ato foi marcado com a retirada simbólica de uma das grades da cela, que aconteceu por volta das 9h30. Também estiveram presentes, o prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), o presidente da Câmara Luis Carlos Chiaparine (PDT), o delegado seccional Paulo Afonso Tucci e o delegado titular, Carlos Donizetti de Faria, além de outras autoridades do município.
O deputado Rogério Nogueira, na oportunidade aproveitou para agradecer, também, ao governador José Serra por cumprir com o compromisso de desativar a cadeia. “Ela chegou a ter 200 presas, o que era complicado, já que a capacidade é para 36. Isso faz parte também do projeto do governador de construir mais de 40 presídios no estado, um investimento de R$ 1,2 bilhão. Desses, oito serão femininos com toda estrutura necessária para atendê-las e, assim, elas não dividirão mais espaço com os homens. Quero agradecer a todos, inclusive à imprensa, pois toda vez que ela cobrou, nos ajudou muito para esta conquista. Para mim palavra dada é igual flecha lançada. O governador se comprometeu e cumpriu”, afirmou ele.
Na ocasião, o prefeito de Indaiatuba, também se pronunciou. “Essa conquista é resultado de uma batalha de muito tempo. Lutamos muito. A cadeia estava no centro e qualquer rebelião parava a cidade, além disso, colocava as pessoas que passavam e os moradores próximos em risco. Quero agradecer o governador José Serra que se comprometeu verbalmente com a gente e agora cumpriu. E também ao deputado Estadual Rogério Nogueira (PDT), que sempre tem nos ajudado nessa luta e vai continuar até que a super delegacia esteja concluída, porque a burocracia é grande”, lembrou Reinaldo, que adiantou também, que a Secretaria de Segurança Pública já concordou em trazer para a cidade a super delegacia, que é um projeto do Governo do Estado. Ela reunirá a Delegacia Central, o 1º Distrito, a Ciretran e a Delegacia da Mulher. A Prefeitura, que ficará responsável por 30% do custo da obra, já está organizando tudo o que é necessário para o convênio. O valor da construção está em torno de R$1,3 milhão.
Carlos Donizetti de Faria, delegado titular, afirmou que sem a cadeia será possível dar mais atenção à questão da segurança na cidade. “Agradecemos ao deputado Rogério Nogueira, ao prefeito, ao governador, enfim ao empenho de todos para fechar a cadeia, que tem quase 50 anos de existência. Tivemos problemas aqui, mas graças a Deus não chegamos a ter mortes. Agora, com o fechamento dela, poderemos nos preocupar mais com a segurança do município efetivamente”, defendeu.
“Fechar a cadeia é resultado de um trabalho muito significativo e incisivo do deputado estadual Rogério Nogueira, do prefeito Reinaldo Nogueira, e do projeto do governador José Serra, que está investindo para levar os presos para Centros de Detenção Provisória (CDP). Com isso, a polícia pode ter um trabalho mais forte para a população voltado à segurança dela e deixar de fazer escoltas e cuidar de presos”, comentou o delegado seccional Paulo Afonso Tucci.
As presas começaram a sair em grupos de 25 por semana, o que teve início há cerca de cerca de 35 dias. Na semana passada havia cinco detentas e chegaram mais quatro, totalizando nove. Naquela semana saíram cinco e as outras quatro foram transferidas no dia 1º de julho, para Paulínia. Enquanto o local estava em funcionamento havia 13 funcionários para atender a demanda. Um era guarda municipal, que voltou para suas atividades na corporação. No lugar dele, a Prefeitura encaminhou um funcionário para ajudar com a parte burocrática. Outros seis homens eram emprestados de Campinas e já retornaram ao lugar de origem.
A cadeia na década de 60 recebia apenas homens. Já nos anos 80 começou a ser misto e a partir de 1990, passou a abrigar somente mulheres. O local que chegou a contar com 200 detentas foi definitivamente desativada, nesta semana.
* Confira o histórico da cadeia neste primeiro semestre de 2009
12 de março: manhã de rebelião na Cadeia Pública Feminina. A situação ocorreu pelo fato de ter sido suspensa a visita devido as suspeitas de tentativa de fuga.
16 de março: O deputado estadual Rogério Nogueira e o prefeito Reinaldo Nogueira se reúnem com o secretário chefe da Casa Civil, Aluysio Nunes para discutir sobre os problemas da Cadeia.
17 de março: Rogério e Reinaldo Nogueira têm reunião com o secretário de Segurança Pública para solicitar também o fechamento da Cadeia. Eles demonstram o estado crítico e reforçam que ela está no centro da cidade.
2 de abril: O deputado Rogério Nogueira agenda uma reunião com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, para que junto com o prefeito Reinaldo Nogueira, discutissem a quantidade de detentas na cadeia. O espaço tinha, na época, cerca de 200 detentas em um local com apenas 36 vagas.
8 de maio: iniciam-se as transferências de presas com grupos de 25 por semana, em média.
26 de maio de 2009: Rogério e Reinaldo Nogueira se reúnem com o secretário de Segurança Pública de São Paulo. Eles cobram soluções para a questão da Cadeia Pública Feminina, tanto que ela foi o primeiro item da pauta de reivindicações. Entre os problemas apresentados estão a superlotação que leva a revoltas e motins. Além disso, 95% das detentas são de outras cidades. Eles se comprometem em fazer convênio com o Estado para a construção da super delegacia com a Ciretran, Delegacia, 1º Distrito e Delegacia da Mulher, no mesmo prédio.
17 de junho: reunião com o secretário chefe da Casa Civil, Aluysio Nunes. O deputado Rogério, que agendou o encontro, participou junto com o prefeito Reinaldo para apresentar outros projetos, entre eles, foi discutida a desativação da Cadeia Pública Feminina e o projeto da super delegacia.
02 de julho: a cadeia é desativada oficialmente.